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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Luto - Parte 1

Luto, vou sair hoje
Vou tentar me sentir melhor
Luto, eu tô de férias
Não deixe que seja pior

Eu penso, paro e passo
Eu vejo, conheço e descrevo
Eu caio, destraio o cansaço
Eu saio em busca do fervo!

Mas volto, um dia eu volto
e Luto, dorme comigo
Cansado, dele eu não solto
Nem ele me vê inimigo

Eu penso, paro e passo
Por tudo que imaginei
Daí sobe em mim um cansaço
Daqueles quais nunca enganei

Luto, você não ajuda
Contigo eu perco esperança
Contigo eu finjo tristeza
Você só amarga a lembrança.

Um comentário:

Fabrício Fernandes disse...

Em ti dorme um conflito, o mais contínuo e vivo dos conflitos.
Entretanto, sua identidade paradoxal pode te enganar e fazer você se apegar lamentavelmente ao abstrato, o que pode te deixar literalmente... louco.
Não esteja de preto enquanto há cor. O luto é uma bonita homenagem ao fim de uma vida, mas ainda não há o que homenagear...
Gosto do seu jeito despreocupado de escrever, seu jeito de aluno de engenharia que quer desabafar como fazem alguns poetas. NÃO PARE